segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Algumas são Relações... Outras Superficiais Convivências

No tramite da existência presenciamos encontros e desencontros. Constantemente nos encontramos diante de pessoas mesmo que não a percebamos, ou seja, caso não nos importemos em ver atentamente.

Uma Relação está direcionada para vários caminhos: familiar, amorosa, educacional e até mesmo psicoterapêutica, entre outras. Pode soar estranho, todavia, existem diversas condutas psicológicas e nem todas dão atenção a pessoa ou, excluindo-se a criatividade, apenas oferecem cega e inflexivelmente o que sua metodologia generalista lhe permite.

No entanto, independente da situação relacional é importante mencionar Ruth Bebermeyer, em sua poética: “Palavras São Janelas (ou São Paredes)”, que constata o campo de relações:


“Sinto-me tão condenada por suas palavras,
Tão julgada e dispensada.
Antes de ir, preciso saber.
Foi isso que você quis dizer?
Antes que eu me levante em minha defesa,
Antes que eu fale com mágoa ou medo,
Antes que eu erga aquela muralha de palavras,
Responda: eu realmente ouvi isso?
Palavras são janelas ou são paredes.
Elas nos condenam ou nos libertam.
Quando eu falar e quando eu ouvir,
Que a luz do amor brilhe através de mim.
Há coisas que preciso dizer,
Coisas que significam muito para mim.
Se minhas palavras não forem claras,
Você me ajudará a me libertar?
Se pareci menosprezar você,
Se você sentiu que não me importei,
Tente escutar por entre minhas palavras
Os sentimentos que compartilhamos.”



Você saberá se possibilita janelas, quando seus interesses continuam, são pensados, lhe proporcionam os objetivos e independente das decisões de outrem você tem apenas sentimentos de alegria e compreensão, pois como afirmei em outro artigo: independente de sexo, sexualidade, condição social, pré-conceitos... amar é o interesse; e ainda, como Bebermeyer expõe em sua composição, de 1978, denominada “Given To”:


“Nunca me sinto mais presenteada
Do que quando você recebe algo de mim
Quando você compreende a alegria que sinto ao lhe dar algo.
E você sabe que estou dando aquilo não para fazer você ficar me devendo
Mas porque quero viver o amor que sinto por você.
Receber algo com boa vontade
Pode ser a maior entrega.
Eu nunca conseguiria separar as duas coisas
Quando você me dá algo,
Eu lhe dou meu receber.
Quando você recebe algo de mim,
Eu me sinto tão presenteada.”



Entretanto, na atualidade, estar junto relacionando-se é quase inexistente e condenar é fácil se há uma simples convivência. Assim, procure refletir sobre “as relações” que você estabelece seja em âmbito pessoal ou profissional. Pondere suas palavras, pois se elas são janelas, proporcionam o criar relacional; se são paredes, bloqueiam a visão e impedem o transitar existencial. Neste caso, tudo seria vaidade, nada mais que vaidade de uma existência subumana.


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